dezembro
31

Lília Love

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2010 promete ser um ano de realizações pessoais. O passado passou e o meu futuro agora tem nome: Lília.

Quando a conheci já estava a procura de alguém através da internet. Já havia tido algumas experiências desagradáveis, já havia perdido meu tempo…

Ela havia se inscrito num site de relacionamentos onde eu também tinha um perfil. Lembro como se fosse hoje de ter visto seu perfil sem foto no site. O modo como ela descreveu seu perfil foi o que me atraiu inicialmente. Trocamos MSN e logo passamos a nos comunicar com freqüência. No primeiro dia de conversa ficamos horas no MSN, apesar de, como ela mesmo diz, não ter paciência para computador.

Não demorou muito até trocarmos fotografias. Religiosamente, todos os dias da semana, naquele mesmo horário, estávamos conversando. Aos poucos os sentimentos foram fluindo, ao passo que trocávamos mensagens, nos falávamos e nos víamos pela internet.

Finalmente após quase 6 meses de conversa nos encontramos pessoalmente, quando eu fui até a cidade dela; cerca de 16hs de viagem de onde moro. Encontramos-nos a segunda vez, dois meses depois e após mais dois meses, no terceiro encontro pessoal, consolidamos nosso desejo e nos tornamos noivos.

Acredito que o que está dando certo no nosso caso é o equilíbrio emocional que ambos têm. Confesso que nem sempre é fácil namorar pela internet e que vez por outras surgem mal entendidos.

Porém, mesmo na distancia o amor se torna mais forte a cada dia. Nos atraímos pelos motivos corretos e nos amamos pelos motivos corretos; esta é a chave.

Iniciamos o relacionamento com cautela, com os pés no chão, tentando ponderar cada ato, cada palavra e cada pensamento. Mas com o passar do tempo fomos percebendo o quanto nos completamos em todos os sentidos.

E eu segui a regra de ouro em relacionamentos: jamais criar grandes expectativas antes de ter se encontrado ao menos duas vezes. Agora, com quase um ano de relacionamento, contando desde quando conversamos pela primeira vez, planejamos nos casar no segundo semestre de 2010.

Com Lília eu posso exercitar plenamente toda a teoria de como ter bons relacionamentos, sem medo de não ter minhas expectativas atendidas. Sabemos que nem tudo é perfeito e que teremos um inicio difícil; inicio para ela e recomeço para mim. Mas com a base que estabelecemos juntos – respeito, simplicidade e perseverança – acredito que podemos superar os obstáculos que virão com a vida de casados.

Não existe alma gêmea, não existe par perfeito; mas existe Lília e eu. Eu decidi amá-la e ela decidiu retribuir. Simples assim.

Dessa forma, poderei encerrar o capítulo do meu livro, se Deus quiser, e minha procura pelo par perfeito perdido.

Que venha 2010!

outubro
9

Prêmio Peixe Grande

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Prezados leitores. Estamos concorrendo ao Prêmio Peixe Grande.

Contamos com seu voto!
Selo peixe Grande 2009

setembro
14

Em Busca do Par Perfeito Perdido
Como se dar bem em relacionamentos virtuais;

Os perigos que rondam a Internet;

Conversando com golpistas – scammers e como identificá-los;

Eu e minhas EX (parte final);

Tudo isso visa mostrar a mentira que é a internet, bem como alertar contra armadilhas que surgem quando não somos precavidos e deixamos a carência afetiva falar mais alto que a razão. Você tem certeza que a pessoa com quem você conversa pelo MSN e diz estar apaixonado(a) por você é realmente do sexo que diz ser?

Número de páginas: 190

Acesse o site e veja como adquirir.

http://clubedeautores.com.br/book/4827–Em_Busca_do_Par_Perfeito_Perdido

julho
25

Republicação

mentes_perigosas_psicopata_mora_ao_lado1
Marcos Duarte*

“Peço permissão ao cineasta Alan Minas para adotar expressão tão bem escolhida para representar a Síndrome da Alienação Parental. Ao mesmo tempo tenho recomendado o livro da doutora Ana Beatriz Barbosa Silva, Mentes Perigosas, o psicopata mora ao lado. Não tenho dúvidas sobre o perfil psicopatológico dos alienadores parentais. Inventar a “morte” do outro, que permanece vivo vítima de uma patologia comportamental cruel e que tantas injustiças tem causado aqui e alhures, é certamente esse o objeto do guardião que, consciente ou inconscientemente, isola os filhos sob sua guarda judicial, suprimindo do ex-companheiro um direito de convivência em verdade decorrente do poder familiar e antes de tudo um direito dos próprios filhos.

Quem melhor estudou esse quadro foi o professor da Clínica Infantil da Universidade de Columbia e membro da Academia norte-americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Richard Gardner (1931-2003). Suas teorias são citadas em todo o mundo e servem de lastro para sentenças judiciais como explicação ao grave problema familiar, social e jurídico do impedimento de contato entre pais e filhos separados pelo rompimento entre casais.

O leitor deverá compreender a Síndrome da Alienação Parental como uma patologia jurídica caracterizada pelo exercício abusivo do direito de guarda. A vítima maior é a criança ou adolescente que passa a ser também carrasco de quem ama, vivendo uma contradição de sentimentos até chegar ao rompimento do vínculo de afeto. Através da distorção da realidade (processo de morte inventada ou implantação de falsas memórias) o filho percebe um dos pais totalmente bom e perfeito (alienador) e o outro totalmente mau.

O guardião inicia sua estratégia de cumplicidade para obter uma aliança com o filho. Este se transforma em objeto de manipulação, mecanismo muitas vezes desencadeado já no âmbito familiar quando se avizinha a inevitável separação. As causas aparentes são apresentadas como pleito de aumento da verba alimentar ou desprezo quando o ex-companheiro inicia novo relacionamento amoroso com sinais de solidez e formação de outro núcleo familiar. O acesso ao filho é a arma de vingança. Sem o aporte de mais dinheiro ou com a constatação do envolvimento afetivo do ex-companheiro com outra pessoa o alienador vai graduando o acesso ao menor conforme o comando de seu cérebro doente. A principal característica desse comportamento ilícito e doentio é a lavagem cerebral no menor para que atinja uma hostilidade em relação ao pai ou mãe visitante.

O menor se transforma em defensor abnegado do guardião, repetindo as mesmas palavras aprendidas do próprio discurso do alienador contra o “inimigo”. O filho passa a acreditar que foi abandonado e passa a compartilhar ódios e ressentimentos com o alienador. O uso de táticas verbais e não verbais faz parte do arsenal do guardião, que apresenta comportamentos característicos em quase todas as situações. Um exemplo típico é apresentar-se no momento de visita com a criança nos braços. Este gesto de retenção comunica ao outro um pacto narcisista e incondicional de que são inseparáveis.

Ana Beatriz Barbosa Silva menciona que em geral os psicopatas afirmam, com palavras bem colocadas, se importarem muito com sua família, mas suas atitudes contradizem totalmente com o que afirmam. Não hesitam em usar seus familiares (filhos) e amigos para se livrarem de situações desfavoráveis ou tirarem vantagens. Quando afirmam que amam ou demonstram ciúmes, na verdade têm apenas um senso de posse como quem se apossa de objeto qualquer. Tratam pessoas como “coisas” que, quando não servem mais, são literalmente descartadas.

Para o alienador, obrigações e compromissos nada significam. São incapazes de serem confiáveis e responsáveis. Não honram compromissos formais ou implícitos, nem perante o juiz ou outra autoridade. Nunca se deve acreditar em acordos escritos ou verbais firmados com eles, pois certamente nunca cumprirão em sua totalidade. A mentira é uma constante nas relações com essas pessoas, que mentem com competência e de maneira fria e calculada. Em todos os casos de alienação parental com os quais tenho lidado, envolvendo crianças ou adolescentes no Brasil ou exterior, percebo no alienador o perfil característico dos psicopatas, cujas vitimas são as pessoas mais sensíveis, mais puras de alma e de coração. E o que é pior, com a complacência de magistrados, promotores e advogados, despreparados para reconhecer e lidar com as ciladas armadas em juízo por estes indivíduos, verdadeiros predadores sociais.

Berenice Dias já se antecipava quando escreveu que neste jogo de manipulações, todas as armas são utilizadas, inclusive falsas denúncias de abuso sexual. A narrativa de um episódio que possa parecer uma tentativa de aproximação incestuosa é o bastante para construir falsas memórias. Evidente. Para esses indivíduos não existem limites. São incapazes de se colocarem no lugar do outro.

O tempo trabalha em favor do alienador. Quanto mais demora a identificação do que realmente aconteceu, menos chances há de ser detectada a falsidade das denúncias. Como é impossível provar fatos negativos, ou seja, que o abuso não existiu, o único modo de descobrir a presença da alienação é mediante perícias psicológicas e estudos sociais. Os laudos psicossociais precisam ser realizados de imediato, inclusive, por meio de procedimentos antecipados, além da obrigação de serem transparentes e elaborados dentro da melhor técnica profissional. Na prática forense, ao contrário, normalmente nos deparamos com laudos mal elaborados e excessivamente sintéticos, que conduzem o magistrado a uma percepção equivocada dos fatos. A inspeção judicial não deve ser desprezada quando possível e necessária.

Normalmente o não guardião passa a desenvolver uma “armadura” contra os insultos do alienador e sua exclusão das datas significativas, como natal, ano novo, aniversários, dia dos pais. Nesse jogo cruel muitos desistem e poucos, com muita coragem, resistem ao doloroso processo de exclusão da convivência com o filho causado por um psicopata.
Como bem destacou Alan Minas em seu oportuno documentário o sentimento incontrolável de culpa se deve ao dado de que a criança, quando adulta, constata que foi cúmplice inconsciente de uma grande injustiça.

No sistema jurídico, configurada e percebida a alienação parental, necessária a responsabilização do alienador, pois esse comportamento é forma de abuso que pode ensejar ou a reversão da guarda ou a destituição do poder familiar, uma vez que configura abuso de autoridade por descumprimento dos deveres que lhe são inerentes (CC 1.637 e 1.638, IV).

Além disso, é possível a reparação do dano moral sofrido pelo não guardião (Constituição Federal, artigo 5º.). A cumulação de dano material e moral quando advindos do mesmo fato é entendimento firmado por nosso Tribunal Superior (Súmula nº. 37 do STJ); a devida aplicação da Convenção sobre os direitos da Criança (aprovada pela ONU e pelo Decreto Legislativo nº. 28, de 14.09.1990); do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) que em seu artigo 3º., preserva os direitos fundamentais da criança e adolescente como instrumentos de desenvolvimento físico, mental, moral e espiritual em condições de liberdade e dignidade e no artigo 5º., determina que a criança e o adolescente não podem ser objeto de alguma forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão sendo punida qualquer atividade ilícita atentatória aos direitos fundamentais.

A responsabilidade civil no Direito de Família é tema tratado com propriedade por renomados doutrinadores (Rolf Madaleno, Curso de Direito de Família, Editora Forense). O Código Civil a partir do artigo 927 prescreve o dever de reparar o prejuízo quem por ato ilícito causar dano a outrem; o artigo 186 reporta-se à ilicitude decorrente pela ação ou omissão voluntária de quem, pela negligência ou imprudência, causa dano material ou moral a outrem. A despeito das controvérsias sobre a extensão ou não dos efeitos da responsabilidade civil ao Direito de Família, o fato é que não vejo necessidade de norma específica para punir o alienador e impedir seu silencioso projeto de “morte inventada”. É dispensável a expressa previsão legal de uma reparação civil para as relações de família sendo a regra indenizatória genérica e que se projeta para todo o ordenamento jurídico e o dever de indenizar tem hierarquia e previsão constitucional. Nosso ordenamento já possui mecanismos eficazes bastando a boa vontade e o conhecimento por todos a quem o estado atribui a tarefa de efetivar a justiça.

A Síndrome da Alienação Parental esconde verdadeiras tragédias familiares onde o amor e o ódio se misturam a um só tempo. O alienador parental é um psicopata sem limites e, o que é pior, socialmente aceito e sem a menor possibilidade de cura clínica. Talvez seja esta a razão de também ser conhecida a SAP como Síndrome de Medéia em alusão à peça escrita por Eurípides, dramaturgo grego, no ano de 431 antes de Cristo: “Jasão corre para a casa de Medéia a procura de seus filhos, pois ele agora teme pela segurança deles, porém chega tarde demais. Ao chegar em sua antiga casa, Jasão encontra seus filhos mortos, pelas mãos de sua própria mãe, e Medéia já fugindo pelo ar, em um carro guiado por serpentes aladas que foi dado a ela por seu avô o deus Hélios. Não poderia ter havido vingança maior do que tirar do homem sua descendência”.

*Marcos Duarte, advogado especializado em Direito Internacional Privado, Famílias e Sucessões, presidente da Leis&Letras Editora, editor da Revista Leis&Letras e presidente do IBDFAM Ceará
www.advocaciamarcosduarte.com

Fonte: DireitoCE

julho
17

Amar ou desamar?

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wses065190Sabe aquelas reflexões que muitas pessoas colocam em seu perfil do orkut? Eis uma delas. Vale a pena refletir.

Se você precisa de alguem pra ser feliz isso não é amor… é CARENCIA.

Se você tem ciumes, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não está feliz isso não é amor. É FALTA DE AMOR PROPRIO.

Se você não sente desejo, não se realiza sexualmente, prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela isso não é amor… É AMIZADE.

Sabendo diferenciar o que é amor e o que não é amor fica mas facil analisar, verificar o que esta acontecendo e procurar resolver a situação.

Mesmo que a situação se confunda as vezes para você o correto é avaliar a PRESENÇA e a AUSÊNCIA de seu par na sua vida e diante do resultado de seus sentimentos irá perceber se algumas das situações acima são temporarias ou caracterizam definitivamente seu tipo de relacionamento.

Até porquê a convivência pode fazer com que o tempo transforme o que é AMOR em ETERNIDADE e o que NÂO É AMOR em ÓDIO ou ate mesmo em NADA!

A vida é tão curta e o tempo não pára de passar para que você decida que rumo vai levar sua vida.

Portanto não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje, não tenha medo de se arriscar… Se por acaso se arrepender tente conquistar o que possa ter perdido, mas se não tiver jeito avalie onde errou e aprenda com esse erro.

Todos nós erramos, mas muitas vezes vale mas a pena errar pela ação do que pela omissão… pra não chegar mais à frente e você ficar se culpando ou se perguntando como seria se tivesse tomado certa decisão e isso vai ter o mesmo peso do arrependimento.

Se é pra se arrepender se arrependa por algo que vc fez e não pelo que poderia ter feito…

Viva sua vida de forma plena e ao mesmo tempo racional, aprenda com cada derrota e festeje cada vitoria pois o tempo esta passando…

julho
11

Complexo de Charlie Brown…

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Complexo de Charlie Brown
Charlie Brown, ou Minduim, do desenho animado Snoopy, vive num mundo de frustrações e para piorar seus amigos não o ajudam muito. Nada dá certo para ele. Se sente muito inferior aos amigos e isso o faz ser muito sentimental e sensível, ou seja, depressivo.

*”Todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, conseqüência inevitável do tamanho da criança e de sua falta de poder.

Um forte sentimento de inferioridade, ou um complexo de inferioridade, impediria o crescimento e desenvolvimento positivos. Entretanto, sentimentos de inferioridade mais moderados podem motivar os indivíduos para realizações construtivas.”

*Fonte: Portal do Psiquiatra – Teorias da Personalidade, Alfred Adler.

O complexo de Charlie Brown é muitas vezes inconsciente e difere do sentimento normal de inferioridade. Todo ser humano nasce com sentimentos de inferioridade, pois é dependente de outros adultos.

Comentários e avaliações negativas, bem como comparações por parte dos pais determinam muitas vezes as atitudes das crianças.

Defeitos físicos, limitações mentais e desvantagens sociais principalmente quando postas sob comparação com outros também contribuem para o complexo de Charlie Brown.

Quando o sentimento de inferioridade na infancia soma-se ao sentimento de inferioridade na vida adulta isso resulta em acabrunhamento.

Pode se manifestar sob diversas formas: desde a desistencia de contatos sociais por longos períodos (uma vez que em determinadas ocasiões, por curtos períodos, queremos e precisamos ficar sozinhos) até a busca excessiva de atenção (seja por demonstrar alegria exagerada externa, critica extrema a tudo e a todos, polidez insuportável ou preocupação excessiva com os outros ou algo)

Combater o complexo de Charlie Brown não é tão fácil quanto parece, mas a própria pessoa pode fazer muito para se auto-ajudar. Deve ter consciencia de que sofre do problema, superar suas incapacidades ou aceitar suas consequencias.

Amanhã 11 de julho completo 36 anos… Me bateu um complexo de Charlie Brown agora…

Assim É a Vida, Charlie Brown!

julho
6

Minhas EX e Eu – parte 3

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Continuando a série de artigos sobre meus relacionamentos até hoje (reais e virtuais).

Respondendo a algumas pessoas:

Tudo a ver falar de ex num blog de relacionamentos. Alguém pode se identificar com as aventuras, pode tirar proveito da leitura…

Não tenho medo de me “queimar” com as mulheres… Primeiro porque não estou falando mal de ninguém. Estou apenas expondo os fatos. Segundo porque meu objetivo não é conquistar as mulheres com estas histórias, nem que sintam peninha de mim e terceiro porque posso até me “queimar” com as mulheres, mas sei que tem uma mulher que não vai achar isso uma afronta; e a opinião desta, seja lá quem for, é a mais importante de todas.

Respostas dadas vamos ao artigo; lembrando que não termina aqui. :)

separaçãoEX - Sempre fui uma pessoa romântica. Não do tipo romântica-melancólica… Mas simplesmente romântica. Tinha sonhos de formar uma familia, ter meu próprio lar…

Depois de tantos baques amorosos era de se esperar que eu me recolhesse num canto e ficasse lamentando a vida. Mas não… após cada baque, passado um tempo de recuperação eu me abria a novas oportunidades. Não gosto de ficar sozinho…

Mas era de se esperar também que após tanta coisa eu estivesse num momento frágil da minha vida… sem muita clareza na mente, talvez… Foi nesse momento que a conheci.

Na época eu dava aulas de informática e logo depois passei a fazer um programa de Rádio FM numa emissora que se instalou no bairro. Isso era novidade no local, uma vez que as grandes emissoras se localizavam no centro da cidade. A população ficou eufórica… principalmente as mulheres… Como eu já havia freqüentado ambientes assim no ensino médio e feito amizades por lá, passei a gostar do meio.

Tanto o trabalho de instrutor de informática como o de locutor de programa de pop-rock me ajudaram com a timidez excessiva que eu tinha. Talvez até de mais…

Um dos locutores, que passou a ser meu amigo, freqüentava o curso e se interessou por uma aluna de 20 anos (dentre outras anteriormente..rs) Durante alguns momentos das aulas eu deixava um rádio ligado, já que a emissora fazia propaganda do curso de informática também. Numa dessas ocasiões ele ofereceu uma música para essa aluna e no final da música, para minha surpresa, ela me agradeceu pela homenagem, pensando que tinha sido eu…

Bom, o interesse me agradou… Ela era alta, tinha um bom porte… cabelos longos e negros… E eu estava frágil… carente… fraco… Mas precisou um amigo me falar sobre o modo como ela olhava para mim para que eu ficasse mais esperto ainda.

Não demorou muito até eu perguntar se ela tinha namorado e conversarmos mais um pouco que o normal. E antes que vocês pensem besteiras, nunca dei em cima de alunas antes….rs

No final de certa aula ela pediu pra ficar mais um pouco no computador. Sentei-me no outro, ao lado, e logo ela estava acariciando meu braço. Tomei um susto…rs. Convidei-a para conhecer os estúdios da Rádio… com maldade no pensamento, claro…. Essa hora da noite não tinha ninguém na portaria e o ambiente lá era propício… Se você pensou que eu era santo, dançou…rs

Assim que passamos pelos portões, no caminho escuro até os estúdios ela me beijou no rosto… Depois foi só encontrar um canto escurinho e continuar o que ela começou… Isso aconteceu outras vezes…

Até que aos 30 anos…. nas areias banhadas pelas estrelas da lagoa do Abaeté… aconteceu… É isso que você está pensando, sim… Foi o pior momento da minha vida…

Estamos falando de EX, então não vou entrar em detalhes de porque somente aos 30 anos. Mas por falta de vontade e oportunidade que não foi.

Pedi para conhecer os pais dela. Ela exitou bastante, mas eu insisti, até que ela me levou lá. Conheci a mãe e as irmãs… O local não era nada agradável…. era conhecido pela sua periculosidade… As pessoas me olhavam fixamente… Sussurravam… Num desses sussurros ouvi alguém falar: “Parece que esse não é ladrão….”

Com o tempo passei a conhecê-la melhor… Eu vinha de uma família de nove pessoas de bons costumes e valores… com suas falhas, não melhores que os outros… mas de bons costumes e boa moral. Criação rígida. Voltar antes das 22hs para casa… não fumar, não se embriagar, não brigar na rua, estudar direitinho, etc… Eu nem palavrão falo… nem por brincadeira…

Ela era o avesso… fumava… e fumava também…. e fumava isso também… bebia… não… a palavra certa não é essa… enchia a cara… passava noites fora… Fui descobrir que ela era assim desde os 12 anos (já fumava, bebia e vivia nas ruas)… era a filha rebelde da família… ninguém agüentava mais…

Eu já estava envolvido demais… também tinha carinho por ela porque acreditava que no fundo era uma boa pessoa e que só precisava de uma chance… Apesar de sempre achar que ninguém muda ninguém, eu estava disposto a correr o risco… e não tinha coragem de pular fora…

Vizinhos e conhecidos dela tinham a maior admiração por mim… eu era parado na rua várias vezes e as pessoas diziam que eu era o anjo que caiu na vida dela. Percebia que as pessoas tinham carinho por ela; apenas ela tinha escolhido um modo de vida mais complicado que o meu…

Brigávamos sempre por causa das bebedeiras dela… ela não sabia mesmo quando parar… Por vezes eu tomava a bebida do copo dela na inocência de que ela iria parar… mas quando acabava seu dinheiro, sempre tinha alguém para pagar mais… Eu odiava aquele lugar por isso. Quando estava bêbada era extremamente violenta… me esmurrava, me mordia, atirava garrafa e copo em mim, me escorraçava…

No outro dia, após a ressaca, ligava para mim pedindo para voltar. E eu voltava… Eu falava o que ela fazia e como eu me sentia… ela parecia arrependida e dizia que não iria fazer mais… Mas era só beber de novo que o inferno reiniciava…

Nem preciso entrar em detalhes sobre a reação da minha família e amigos quanto a isso… Perdi o apoio, respeito e consideração destes… Perdi muita coisa… Coloquei-me em situação de risco num ambiente hostil… Fora outros fatores de risco que prefiro nem comentar…

Quando ela descobriu que estava grávida ficou desesperada. Eu fiquei preocupado e ao mesmo tempo tranqüilo. A idéia de ser pai me agradava muito. Felizmente tirei da cabeça dela o aborto… algo que ela já havia feito antes… Se isso acontecesse não teria perdão mesmo. Daí fui morar de vez com ela.

Ela bebeu e fumou até o terceiro mês de gravidez. Eu acompanhei feliz todo o pré-natal… Amava a barriga ao passo que ia crescendo… Compramos as roupinhas juntos… Estava bobo… Mais bobo…

Quando ela me ligou dizendo que estava entrando em trabalho de parto, eu corri para casa como um desesperado. Acompanhei até o hospital… Ela estava tão nervosa… Eu também… Antes de levarem para a cirurgia ela segurou firme na minha mão como se pedisse socorro… Ficou profundamente decepcionado quando me informaram que não era permitido acompanhar o parto. É um trauma até hoje…

Não consegui dormir em casa nessa noite. Mas no dia seguinte quando fui ao hospital com a mãe dela e vi aquela coisinha pequenininha…rosadinha… foi amor à primeira vista. Eu me lembro como se fosse hoje…

Enfim…. as coisas pareciam ter melhorado. Ela não bebia, não fumava e não dormia mais fora. Só não era a pessoa delicada, carinhosa e amorosa com quem eu sonhara a vida toda. Ninguém é perfeito….rs… Assim como eu não era o homem faz-tudo, bem aparente e estável financeiramente como ela queria…

Nossas discussões envolviam isso. O fato de não termos dinheiro suficiente (apenas eu trabalhava)… de não gostar muito de voltar para aquele ambiente (saímos de lá e fomos morar em outro bairro)… de não gostar muito quando os parentes dela vinham até nós e faziam o churrasco deles regados a muita cerveja… de não saber fazer coisas simples como trocar torneira, serrar madeira, arrumar fiação, encanamento… de não ser tão bem aparente…

Eu não gosto muito de cerveja… prefiro outras bebidas. Mas a verdade é que eu tinha pavor que ela tivesse uma recaída. Estar longe do ambiente em que ela cresceu era uma vitória e eu não poderia deixar que nada atrapalhasse isso. Meu pai é alcoólatra, então tenho pavor disso (embora eu mesmo tenha ficado bêbado várias vezes enquanto estava com ela)

Até que num desses churrascos ela bebeu demais… eu também… Até aí tudo bem… Mas depois de acabar a bebida e a carne no local ela decidiu ir para a casa da tia perto de lá… Eu acompanhei… Ela continuava bebendo… não dava atenção aos meus pedidos de irmos dormir… “Vá você! É você quem vai trabalhar amanhã.” , dizia.
A gota foi quando ela resolveu dançar com um cara lá na minha frente… Eu sei muito bem que a bebida deixa a pessoa desinibida e sei que em alguns casos a libido de mulheres aumenta com isso. Prontamente levantei e disse que a festa tinha acabado. O pessoal desligou o rádio, começaram a sair de fininho (sabiam onde isso ia terminar…), ela me chamou de baixo-astral… a discussão começou…

Só para constar… eu não altero minha voz… eu converso; não grito. Ela, é totalmente o contrário de mim…

O mundo caiu… eu via nitidamente o recomeço do inferno e isso me desesperava. Nisso falei que tinha tirado ela da merda. Ninguém gostou, claro… os parentes dela sentiram-se ofendidos. Mas era a verdade. Eu tinha sido o primeiro namorado que ela levara para conhecer os pais e o único que não era marginal.

No dia seguinte ela queria se separar… Eu ainda insisti, como das outras vezes. Mas a diferença era que dessa vez ela estava sóbria… Voltei para a casa da minha mãe… Ouvi calado tudo que tinha que ouvir… Desnorteado, não conseguia me concentrar no emprego da época e pedi demissão.

Uma semana depois de sair de casa ela foi morar com outro… alguém que já conhecia… que havia fugido do bairro… A mãe dela falou que ela voltou a beber, a fumar…

Nossa casa ficou fechada por um tempo… não peguei nada, apenas minhas roupas… Fiquei com minha filha quase três meses, pois ela não queria ficar com a menina, alegando não poder por querer trabalhar…

Comprei todo o material escolar de minha filha, a fardinha dela, levei a primeira semana para a escola e depois ela foi morar com a mãe (havia arrumado um emprego)

Fiquei fulo ao saber que ela voltou a morar na casa em que eu gastei dinheiro e esforço com a pessoa com que estava… e ao mesmo tempo preocupado por minha filha… Porém, minha instabilidade financeira é fator contra um pedido de guarda. Afinal, solteiro, sem casa própria… dificilmente um juiz daria uma filha para morar com um pai assim. Fora outros fatores familiares…

Finalmente me separei judicialmente. Fizemos um acordo onde eu fui o menos favorecido (minha filha fica comigo em finais de semana e feriados alternados, a casa ficou com ela e eu aceitei receber 10% do valor da mesma); tudo isso para poder me livrar logo dessa mulher.

A única coisa que trago de bom desse relacionamento é minha formiguinha… Minha filha… O amor do meu coração… E enquanto a mãe zelar pela integridade moral dela tudo estará razoavelmente bem. Porém, nunca vou me perdoar por ter proporcionado os traumas que uma separação traz para a mente de uma criança. Não era isso que eu queria. Nunca foi.

Hoje ela mora a cerca de 10 minutos de onde estou.

A música da época, que inclusive ofereci e fiz a tradução durante o programa de Rádio é: Thank you for loving me – Bon Jovi.

CONTINUA (ainda)…

julho
4

Congresso Nacional de Pais?

Posted In: Evento by Super Sincero

*Este artigo está sendo publicado por meio de varias ferramentas.

Grupo Pais Solteiros Procuram

Grupo Pais Solteiros Procuram

Prezados,

Sou responsável pelo site de relacionamentos entre pessoas com filhos (paissolteirosprocuram.ning.com), e através dele temos unido casais maduros e através do blog incorporado temos tentado combater os chamados “spammers”, bem como dar dicas sobre relacionamentos.

Realizamos encontros mensais (São Paulo), cujo objetivo é os membros interagirem e se conhecerem mais, sem os perigos de fazerem isso a sós.

Como já trabalhei numa empresa de eventos, tenho a vontade de organizar um evento que contenha palestras, mesas redondas, etc, para discutir assuntos importantes para quem tem filhos (desde alienação parental à pedofilia), relacionamentos virtuais, spammers e, claro, permitir que pais e mães dispostos a um novo relacionamento se encontrem nesse Congresso.

No momento estou tentando firmar parcerias e ver como isso pode ser feito.

Toda ajuda será bem-vinda. Aguardo contato.

julho
3

Diferente de outros sites, paissolteirosprocuram.ning.com não é um catálogo de produtos onde o interessado olha a foto, nem lê o perfil e já parte para o xaveco…

Claro que nosso objetivo no site é encontrar um par. Mas não apenas isso. Somos uma família compartilhando sentimentos diversos e sem aquela obrigação inicial de agradar a todos. Nos conhecemos através do chat e site e só depois nos envolvemos com a pessoa que nos interessa. Isso evita constrangimentos e decepções iniciais.

Outro fato importante é que formamos amizades que podem render outras amizades ou algo mais. Afinal cada mulher ou homem presente no chat e site conhece um outro homem ou mulher na mesma situação que a nossa que poderá muito bem nos interessar.


Ninguém visita meu perfil / Sou deixado(a) de lado

Todos valorizam o sucesso. Alguns supervalorizam o sucesso… Muitas vezes esquecemos que fracassos existem e podemos aprender com ele. Ninguém irá agradar a todos ao mesmo tempo.

No caso do nosso chat em grupo, todos são incentivados a entrar na conversa sem pedir permissão e os mais antigos no chat a tentar prestar atenção em quem está falando. Claro que vez por outra pode acontecer de alguém ou alguma pergunta passar despercebido. Não podemos esquecer que cada membro do chat está com seu MSN aberto e, portanto, disponível para seus contatos pessoais além do chat. É preciso paciência e perseverança. No final tudo fica bem.

A maioria dos homens e mulheres que desistem do grupo penso serem pessoas com a auto-estima baixa e que não tem o hábito de perseverar, mudando de uma porta que não se abre, para outra, que pode estar aberta ou prestes a se abrir. Isso é típico da maioria dos homens; partem para onde o vento sopra. mas também tem mulheres assim.

Utilize as ferramentas do site para se promover. Não apenas fotos são ideais para se apresentar; dependendo é claro de que tipo de par deseja atrair…

Leia os posts antigos deste blog pois com certeza encontrará bastante informação útil.

Pessoas excessivamente silenciosas também não agradam, embora sejam preferíveis às que falam à exaustão; pelo menos ficam misteriosas, o que costuma despertar curiosidade nas pessoas.

Por fim, tenha paciência… Pra quê o desespero? Este site não deve ser sua única fonte de relacionamentos. Seu amor pode estar aqui ou pode não estar. Tudo é relativo. Já vimos que muitos casos virtuais deram certo. Mas é preciso ter paciência consigo mesma.

O grupo Pais Solteiros Procuram se orgulha de ter dado oportunidade a muitos casais se formarem, a muitas amizades serem estabelecidas e a muitas pessoas verem nele uma forma de terapia.

Desejamos boa sorte a todos os membros, boas vindas ao novos e felicidades aos ex-membros.

www.paissolteirosprocuram.ning.com*

*site de relacionamentos (semelhante ao Par Perfeito, Combine, etc) voltado para quem tem filhos.

junho
24

Minhas EX e Eu – parte 2

Posted In: Principal by Super Sincero

Continuando a série de artigos para dissecar meus relacionamentos amorosos, cuja pretensão é apenas escrever e ser lido. Nada mais.

Josi – Esta era amiga de um de minhas irmãs. Eu a conheci e com o passar do tempo gostei. Morena, esguia, cabelos longos e negros, voz firme.

Pedi para minha irmã dá um toque, discretamente…rs… Tempos depois ela me veio com a resposta de que Josi me considerava apenas um amigo…

Eu não desisti. A gente se via em determinados lugares, em grupo com outras pessoas. Tudo eu fazia para chamar atenção dela. Fazia questão de pegar o ônibus para o trabalho no mesmo horário que ela pegava para a escola. Todo o santo dia… Teve uma vez que eu esperei, esperei… o ônibus demorou…Até que num vacilo ele passou por mim, mas eu a vi na janela do ônibus. Adivinha o que eu fiz?

Saí correndo pela rua, atrás do ônibus. Digamos que a distancia entre cada parada seja de 100 metros…. eu só consegui alcançá-lo na quarta parada… Enfim… entrei no ônibus e pouco tempo depois consegui sentar perto dela. Ela já estava de saco cheio porque eu estava sendo insistente. Confesso… fui uma mala sem alça… Insistindo pela atenção de alguém que desde o começo deixou claro que não queria me dar.

Talvez não tão claro assim… Afinal, com pequenos gestos ela me dava esperanças. Ou apenas eu enxergava isso… Ela fingiu um pouco, eu vi. Talvez para não me deixar chateado, talvez para não se constranger… mas ela fingiu um pouco…

Esse lenga-lenga só acabou quando amigos de ambos tiveram uma conversa séria conosco, em separado, e eu ouvi deles que ela disse que eu andava “pegando no pé dela…” Não sei se foi essa expressão ou alguma outra coisa que me fez voltar à realidade. Parece que eu não sei lidar muito bem com rejeição…rs

Ela acabou casando com um amigo meu, moram a 15 minutos de onde moro atualmente e é dona do colégio onde minha filha estuda. Nos falamos normalmente.

A música dessa época é uma mais ou menos assim: “Eu sinto amor, quando você me olha… eu sinto amor quando você me abraça… A voz do amor está na sua fala… eu vejo amor quando você passa… Parece uma estrela brilhando lá no infinito… E quando você está perto, tudo é mais bonito…”

Hélida – Linda. Cabelos longos e claros, pele branquinha, corpo escultural… Totalmente linda. O que tinha de gente atrás dela não estava no gibi…

Freqüentávamos o mesmo meio e nos víamos com muita freqüência. Cumprimentávamos normalmente, mas eu fazia questão de não dar muita atenção. Às vezes via que ela estava olhando para mim mas eu fingia não ver. Normalmente eu não gosto de satisfazer o ego dos outros… ela tinha muita gente que fazia isso, então não precisava de mais um… já que era para isso que eu provavelmente apenas serviria. Não gosto de bancar o bobo atrás de uma mulher… não mais…rs

Ficou difícil não gostar dela…. vendo com freqüência… me dando atenção além do normal… eu gostava dessa atenção. Percebi que talvez ela não procurasse apenas alguém que lhe enchesse o ego.

Na época existiam as fitas K7, e como eu sabia que ela gostava de algumas músicas eu presenteava com uma seleção. Ela tinha uma amiga íntima que era minha amiga e que ficava facilitando as coisas para mim…rs.

Eu ia com essa amiga na casa de Hélida em muitas ocasiões. Conversamos algumas vezes e numa dessas conversar ela me perguntou por que no começo eu a ignorava. Eu disse que era meu jeito de mostrar que eu gostava….rs

Chegou uma época em que eu precisei viajar para um interior e deixei com ela uma fita K7 com uma carta, falando tudo o que eu sentia…rs… Sempre iam pessoas conhecidas para onde eu estava e numa dessas visitas alguém me trouxe cartas dela.

Não me lembro exatamente o teor das cartas, mas eram palavras carinhosas. Apesar de não me lembrar mesmo, não significavam um sim e também não significavam um não… Mas significavam que ela sentia alguma coisa. Voltei e perguntei a ela se o que ela sentia havia aumentado ou diminuído. Ela respondeu que continuava na mesma… Em outras ocasiões fiz mais investidas mas ela não parecia tão interessada… nem desinteressada.

Até que um amigo íntimo meu disse que ela não parecia interessada, ficou chateado por que para ele ela estava brincando comigo. Não sei… talvez… só sei que com o passar do tempo fiquei magoado… A nossa amiga chegou a dizer a ela que ela não deveria ter escrito as cartas… me dando esperança….

Acho que o que ocorreu foi o seguinte: como em alguns casos, quando a pessoa não tem ela fica na curiosidade de ter; mas depois que já “ganhou” perde imediatamente o interesse, entende?

Ela casou com alguém que eu não conhecia e depois de algum tempo morando no mesmo local se mudaram para um interior do estado.

A música dessa época é de Roupa Nova: Os corações não são iguais.

Cris – Também vivia no meu meio e nos víamos com freqüência… era gordinha, não muito atraente.. a vi crescer praticamente. Ao passo que crescia ia se tornando mais comunicativa e interessante… mas eu não a via assim. A família dela era amiga da minha, então o contato era constante. Foi aluna de Dulcilene, mencionada no primeiro artigo desta série.

Com o passar do tempo ela foi demonstrando interesse em mim. A forma de olhar fixamente, os gestos, como conversava… tudo demonstrava interesse. Demorou um pouco para minha ficha cair…rs.

Mas quando caiu eu gostei. Passei a olhá-la com outros olhos. Ficamos conversando alem do normal e as pessoas a nossa volta notaram…. inclusive a família. A partir daí nossas famílias passaram a não se dar muito bem… Eles tinham outros planos para ela e um namoro agora estragaria esses planos, no modo de pensar deles… Também eu era ousado… Bastava o pai dela chegar que os lobos se afastavam. Eu não. Mas não era exatamente audácia. Como nos falávamos amigavelmente eu achei que não teria problemas. Mas teve. Muitos.

Decidimos namorar escondido. Por vezes ela fugia de casa e namorávamos ou na casa de minha mãe ou nas escadas de algum prédio nas redondezas ou em algum lugar distante. Muitas vezes o pai, a irmã ou mesmo a mãe ia a casa da minha procurá-la; mas éramos acobertados….

Só sei que a fúria do pai dela aumentava e ele a castigava. A mim não dirigia uma palavra de desaforo. Descontava tudo na filha. Mesmo quando ele nos encontrava conversando na esquina de uma rua, passava direto. Era o sinal que ela devia ir para casa e já ia trêmula…

Namoramos assim muito tempo. Confesso que me sentia mal com a situação mas não via outra alternativa. Fizemos muitas loucuras para podermos passar tempo juntos. Até que ela resolveu terminar comigo por não agüentar mais a situação…

Eu insisti, tentando imaginar um recomeço… mas não tinha alternativa e a decisão dela era firme. Eu imaginei algum tipo de ultimato que o pai tinha dado… Mas, mesmo chorando ela não me confirmou. Ainda ficamos nos vendo forçosamente nos lugares que freqüentávamos.

O que me deixou magoado foi que menos de três meses depois ela começou a namorar com um amigo da família dela. Eu o conhecia e apesar de ser amigável, não o considerava meu amigo. Ele era conhecido como “varredor” da área.

Eu lamentei bastante ter iniciado esse namoro. Apenas gerou constrangimentos e inimizades entre minha família e a família dela e entre eu e os vizinhos que bancavam o vigia para o pai dela…

Ele traiu ela. Ela traiu ele. Ele terminou com ela. Tempos depois voltaram e se casaram. Hoje moram a 10 minutos de onde moro atualmente.

A música dessa época é Per Amore, interpretada por JoséAugusto. Foi essa música que estava tocando num apartamento quando ela falou que era melhor a gente terminar…

No próximo capítulo falarei da minha ex-esposa… Preparem-se para ler coisas escabrosas… Mas ainda não será o capítulo final.

CONTINUA...

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